terça-feira, 15 de julho de 2008

FILOSOFIA - EXTRATOS E ARTIGOS


A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.
Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).
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DIALÉTICA
Primeiramente, a dialética foi vista como a arte do diálogo. Posteriormente, passou a ser vista como uma argumentação que consegue de maneira clara e direta apresentar as contradições existentes no diálogo (debate) e apontar as idéias envolvidas neste. Apesar de tais significados expostos acima, a dialética é vista de diferentes formas a partir da corrente filosófica que a emprega.
Platão define dialética como o método de assimilar idéias pessoais com as universais. Aristóteles define dialética como a lógica daquilo que pode ocorrer. Kant define dialética como a lógica da aparência, da ilusão. Hegel define dialética como um movimento que transpõe contradições. Karl Marx e Engels definem dialética como o movimento que transpões contradições utilizando a materialidade.
A dialética utiliza a tese, antítese e a síntese como elementos básicos para a argumentação. A tese surge primeiramente em qualquer diálogo como o ponto inicial da conversa, ou seja, o assunto e posterior a ela surgem à antítese que é a oposição a tese. A síntese é o resultado do debate entre a tese e a antítese. É uma espécie de finalização de um assunto e iniciação de outro que originarão novas teses e encontrarão oposição de novas antíteses resultando em diversas sínteses.
A iniciação da dialética ocorreu para alguns a partir de Zênon de Eléia e para outros a partir de Sócrates, porém, o mais radical filósofo e adepto à dialética foi Heráclito de Éfeso que defendia o conflito como pai de todas as coisas já que para ele tudo sempre muda. Parmênides em seus ensinamentos defendia a tese de que o ser era imutável e que a mudança era um fenômeno superficial, o que derrubou a idéia proposta por Heráclito.
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LÓGICA
Lógica é uma parte da filosofia que estuda o fundamento, a estrutura e as expressões humanas do conhecimento. A lógica foi criada por Aristóteles no século IV a.C. para estudar o pensamento humano e distinguir interferências e argumentos certos e errados.
As falácias que são falhas na argumentação possíveis de serem percebidas são bastante usadas no estudo da lógica, pois auxilia na detecção de verdades e falsidades.
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O QUE PERGUNTAVAM OS PRIMEIROS FILÓSOFOS?
Qual é o princípio de todas as coisas?
No período mitológico existiam inúmeras explicações para todas as transformações e todos os fenômenos que ocorriam na natureza, porém com o passar do tempo tais explicações não satisfaziam as pessoas pela sua incoerência. Surgiu então a necessidade de colher informações precisas e racionais sobre tais coisas.
Os primeiros filósofos, como buscavam as suas respostas na natureza e também viam por meio desta as explicações sobre a origem, as transformações e a ordem de todas as coisas que ocorriam, se perguntavam como tais transformações poderiam ocorrer, buscavam entender qual era o início de todas as coisas. Para melhor compreensão, pense: “o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”. A partir desse pensamento podemos comparar os questionamentos que faziam os primeiros filósofos.
O movimento que fazia a natureza (kínesis) explicaria como o mundo se transforma permanentemente. Tudo o que há no mundo vive em constante transformação, passando de um estado ao seu contrário, ou seja, dia-noite, quente-frio, claro-escuro e outros. Apesar de concordarem sobre a natureza que se transformava a todo o tempo, os filósofos discordavam sobre o princípio eterno e imutável que originaria a natureza.
Tales defendia que o princípio eterno era a água, Anaxímenes defendia que o princípio eterno era o ar ou o frio, Anaximandro defendia que o princípio eterno era o ilimitado, Heráclito defendia que o princípio eterno era o fogo, Pitágoras defendia que o princípio eterno eram os números, Empédocles defendia que o princípio eterno era a água, a terra, o fogo e o frio, Anaxágoras defendia que o princípio eterno eram as sementess enquanto Leucipo e Demócrito defendiam o princípio eterno por meio dos átomos.
DO SITE BRASIL ESCOLA

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