terça-feira, 15 de julho de 2008

GRAMÁTICA - LÍNGUA PORTUGUESA

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Sujeito: é o termo da oração que funciona como suporte de uma afirmação feita através do predicado.
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Predicado: é o termo da oração que, através de um verbo, projeta alguma afirmação sobre o sujeito.

Exemplo:
A pequena criança contou-me a novidade com alegria no olhar.

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Sujeito: A PEQUENA CRIANÇA

Predicado: CONTOU-ME A NOVIDADE COM ALEGRIA NO OLHAR


Para ajudar a localizar o sujeito há três critérios:

Concordância: o verbo está sempre na mesma pessoa e número que o seu sujeito;

Posição: normalmente, o sujeito precede o verbo e, mesmo que venha depois, pode ser transposto naturalmente para antes;

Permutação: quando o núcleo do sujeito é um substantivo, pode ser permutado pelos pronomes ele, ela, eles, elas.

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Tipos de sujeito

Sujeito determinado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem:

- reconhecer que existe um elemento ao qual o predicado se refere;

- indicar quem é esse elemento.

Exemplo: A carrocinha levou meu cachorro.

O sujeito determinado pode ainda ser subclassificado como:

Sujeito determinado simples: aquele que tem apenas um núcleo.

Exemplo: A mãe levantou-se aborrecida.

Sujeito determinado composto: aquele que tem mais de um núcleo.

Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos.

O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração.

Há quem costume classificá-lo como:

- sujeito determinado implícito na desinência verbal;

- sujeito elíptico;

- sujeito oculto.

Exemplo:

Vou ao cinema na sessão das dez. (sujeito = eu – implícito na desinência verbal)

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Sujeito indeterminado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem reconhecer que:

- existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas

- não é possível identificar quem é, nem quantos são esses elementos.

Exemplo: Chegaram da festa tarde demais.

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Há duas maneiras de se indeterminar o sujeito:

- pode-se colocar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente; Exemplo: Dizem péssimas coisas sobre você.

- justapondo-se o pronome se – índice de indeterminação do sujeito – ao verbo na terceira pessoa do singular. Exemplo: Precisa-se de balconista.

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* Quando o verbo está na terceira pessoa do plural, fazendo referência a elementos antecedentes, o sujeito classifica-se como determinado.

Exemplo: A sua família não te respeita. Dizem péssimas coisas sobre você.

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* É preciso não confundir a classificação do sujeito em frases aparentemente equivalentes como as que seguem:

Exemplos:

Discutiu-se o fato.

Discordou-se do fato.

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Na primeira, o sujeito é determinado; na segunda é indeterminado.

Para compreender a diferença entre um caso e outro, é preciso levar em conta que o pronome se pode funcionar como:

Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;

Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado.

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Se – Partícula apassivadora

Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:

• Verbo na terceira pessoa (singular e plural)

• Pronome se;

• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;

• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).

Exemplo:
Contou-se a história.

Contou - verbo na 3ª pessoa

se - pronome
a história - substantivo sem preposição

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Transformação:
Foi contada a história.

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voz passiva analítica (com o verbo ser)
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A análise da frase anterior será então a seguinte:
Contou-se a história.

contou-se - voz passiva sintética ou pronominal
se - partícula apassivadora
a história - sujeito determinado simples

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Se – Índice de indeterminação do sujeito

Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:

• Verbo na terceira pessoa do singular;

• Pronome se;

• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica.

Exemplo:
Falou-se da história.
falou - verbo na 3ª pessoa do singular
se - pronome
da história - substantivo com preposição

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Transformação na voz passiva analítica – não é possível.

A frase terá então a seguinte análise:
? - sujeito indeterminado
falou - verbo na voz ativa
se - índice de indeterminação do sujeito
da história - objeto indireto

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Sujeito inexistente: ocorre quando simplesmente não existe elemento ao qual o predicado se refere.

Exemplo: Choveu durante o dia.

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O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes:

- haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado.

Exemplo: Houve poucas reclamações.

- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza.

Exemplo: Faz dois anos que te perdi.

- ser: na indicação de tempo e distância.

Exemplo: É dia.

- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza.

Exemplos: Nevou durante a madrugada. Choveu muito durante o dia.

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